segunda-feira, 18 de abril de 2011

Porque eu posso mesmo ir para Harvard

E mais uma vez o piano tocava ao fundo, só que agora refletindo toda a confusão que vinha se passando em minha cabeça, meu corpo.Não era bem a ausência das palavras,e sim não saber sobre o que dizer já que ate mesmo eu não sabia mais ler, nem se prestasse atenção nos mínimos detalhes ,o que vinha se passando comigo.O ritmo do piano acelerava, talvez refletisse o estado de espírito do ilustre pianista que se empolgara em tocar depois de receber comentários de outros vizinhos, sobre o que eu costumava escrever a seu respeito,sua musica.Se ele sabia o que tocava, eu já não podia dizer-lhe o mesmo, pois os meus sols sustenidos misturavam se com meus las menores ou que seja.Eu já não sabia mais para onde a banda tocava ou para onde iria depois que toda tempestade passasse e alguma coisa fosse feita.Eu não sabia bem o que queria, o que sentia ou o que gostaria de ser naqueles momentos, talvez o problema estivesse em todo o medo que de alguma forma me governava por dentro causando- me preguiça como desculpa e transformando-me em uma eterna covarde.Como as notas do piano seguiam umas as outras meus pensamentos tinham a continuidade de uma rua com placa de sem saída, uma hora eu pensava em ser musa,outra em ser livre, e por fim em ir mesmo pra Harvard.