sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

um ano novo diferente

Hoje é ano novo e meus pais nao param de me chamar de traira.Somos só nos tres e hoje a noite seram só eles dois.É claro que pra qualquer pessoa é facil falar, pra eu ficar em casa, mas depois de tantos anos novos frustados, não é insignificante recusar uma oportunidade.Eu sempre via os outros se divertindo e agora quem vai se divertir ,também, sou eu.Pelo menos um vez.Vou estar com o coração partido e ao mesmo tempo grandioso, vitorioso.Não quero ser nenhuma bruxa, mas nao passa de mais uma festa idiota de fim de ano.Uma noite quase igual a todas as outras que eu ja passei fora de casa.Mesmo com a raiva que eu estou da minha mae, e com o meu pai me chamando de traira a cada cinco minutos, vou ficar com o coração apertado de estar longe deles!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

evaporação

Sentiu com prazer os pingos de chuva na pele, e se sentiu morna, e ficou com as bochechas rosadas.As pernas pareciam moles, e os braços não respondiam, e o coração batia forte.Se lembrou que um dia fora desprezada, e que agora desejavam ela, e que ela própria também desejava.Vinhão coisas que a tempo não sentia, e que a mão que segurava a dela a relembrava, e que despertava fantasias.Surgiu a vontade de sorrir,e de se entregar, e não importava o lugar onde se encontrava.Por fim a caminhada terminou, e nela os pingos da chuva ainda estavam vivos, e escorriam pela face e peito quentes.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

as diferentes variaçoes

A chuva tocava meus braços, minha testa,meu peito.O suor e ela formavam um conjunto completo de euforia, felicidade e harmonia.Nessa hora eu já tinha esquecido dos cabelos lisos que havia tido tanto trabalho para arrumar.Aos meus olhos a cidade era reluzente, agitada e firme em suas decisões.Era bom sentir o salto, o cheiro de festa com perfume, as amizades novas ou antigas que voltavam a reinar em meu peito.Entramos, e la; as mais variadas opções de alegria, musica e viagem.Dancei, e nem senti, desvalorizei minha profissão, mas senti-me aconchegada hora em braços delicados como se fossem porcelana, hora em braços largos e fortes.Eram as variações do estado de harmonia da noite, tudo estava em equilíbrio, até eu chegar em casa e quase morrer do fígado.