quarta-feira, 10 de março de 2010
sax
Uma melodia desafinada soava em meus ouvidos cada vez mais forte conforme eu punha um pé na frente do outro.O suor escorria porém eu tinha que andar mais rápido para poder me livrar da multidão avassaladora de pensamentos que borbulhavam em minha cabeça.Lá avistei um velhinho,aparentemente na flor da sua terceira idade, marcado pelo traços de sofrimentos causados pela vida ,com a face serena, que fazia parecer não se importar com a música terrível que tentava insitentemente tocar.Era momento quebrada e brusca,momento constante e bonita assim como a vida com seus momentos onde nada parece ter uma ligação e outros tão naturais e interligados que nem percebemos aonde nossas pernas estão a nos levar.Diminui o passo,minha mão palpitando a vontade de escrever.Olhei para o saxofone e em seguida para o chapéu branco como os cabelos do velhinho,ai se como daquele jeito eu pudesse escrever.

